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quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

MEDICINA DESPORTIVA: NUTRICIONISMO

29-12-2010
NUTRICIONISMO



Assim como qualquer atleta, um jogador de futebol deve tomar muitos cuidados em relação à sua dieta e hábitos alimentares, pois, é o que ele come no dia-a-dia que fará grande diferença para o rendimento nos treinos, recuperação do corpo e energia nos dias de jogo.
Muitos pensam que independente do que comer, terá a mesma performance, porém esse é um grande erro. Basicamente, o futebolista deve seguir as recomendações de alimentação saudável (reeducação alimentar) para melhorar sua saúde, sistema imunológico, energia e recuperação, porém, existem alguns aspectos na dieta de um atleta que são diferentes do que de uma pessoa que não pratica o mesmo volume de exercícios do que ele.
Se o jogador não se organizar em relação à sua dieta e suplementação, poderá perder força, rendimento e velocidade dentro do campo.
A seguir, observe alguns tópicos da nutrição esportiva para o jogador de futebol: Carboidratos: esse nutriente em abundância é fundamental para o bom desempenho do jogador.
É o carboidrato o responsável pela energia, força e reserva nos músculos.
Então, o jogador deve fazer cerca de 6 refeições ao dia e todas devem contar carboidratos. Fontes: pães, cereais, arroz, macarrão, batata, mandioca, maltodextrina (usada pré e durante treinos), dextrose (usada após o treino ou jogo), biscoitos, massas, etc.
Proteínas: são elas que ajudam na reparação e manutenção da massa magra do jogador, muito importante, pois melhora a potência, boa forma e peso do atleta.
Não deve haver exagero no consumo desse nutriente, pois senão, o consumo de carboidratos ficará menor.
O ideal é o consumo de 1,4-1,6g de proteínas por kg de peso. Fontes: leite, queijos, carnes, aves, peixes e ovos.
Gorduras: todos os futebolistas necessitam de um pouco de gordura no cardápio, para uma adequada fabricação hormonal e um pouco de reserva de energia.
Eles deverão preferir as gorduras boas: azeite, abacate e castanhas.
Vitaminas e Minerais: Muitos atletas pecam nesses nutrientes, pois não gostam muito de frutas, legumes e verduras.
Tome cuidado, afinal, as vitaminas e os minerais são peças fundamentais no quebra-cabeça que é o metabolismo. Eles ajudam no fornecimento de energia, mantém a saúde e equilíbrio do corpo, nutrem ossos, dentes e músculos e atuam como coadjuvantes na fabricação de substâncias e hormônios importantes.
 Líquidos: Importantíssimos! Os futebolistas treinam intensamente todos os dias o que facilita a desidratação.
Um atleta desidratado é um atleta fracassado.
O ideal é ingerir líquidos durante o dia todo, em grandes quantidades, sejam eles: água mineral, água de coco, isotônicos e sucos naturais. Evitar refrigerantes e álcool! Suplementos: os suplementos mais indicados para jogadores são: maltodextrina, dextrose, hipercalóricos, BCAA, glutamina, creatina, whey protein e cafeína.
O uso de suplementos depende muito do objetivo e necessidade individual, então, só deverão ser usados sob prescrição de um nutricionista.
Outro fato importante: idade. Como existem futebolistas com menos de 18 anos, é importante a suplementação sempre ser feita sob orientação.
 Com essas alterações no cardápio, o futebolista irá sentir grande diferença em seu rendimento nos treinos e jogos, tornando-se assim, mais fácil ser um campeão!

MEDICINA DESPORTIVA

28-12-2010


sábado, 25 de dezembro de 2010

MEDICINA DESPORTIVA:LESÕES NO FUTEBOL

LESÕES
-Fraturas;
-Pubalgia;
-Roturas musculares;
-Roturas dos ligamentos do joelho;
-Entorses;
-Estiramentos e distenções

Fratura Exposta

O que é uma fratura exposta?
Geralmente vemos as pessoas leigas contarem que alguém sofreu uma fratura exposta, relacionando-a a um caso muito grave, ou quando ocorre uma deformidade muito grande do membro afetado. Na verdade, a fratura é considerada exposta quando o osso ao quebrar perfura a pele, entra em contato com o ambiente (podendo entrar em contato com terra, grama, asfalto, dependendo do local em que a pessoa estava ao fraturar o osso), restando um ferimento na pele, de tamanho variável, com ou sem osso exposto. Isto porque muitas vezes o osso perfura a pele e volta para seu envólucro tecidual, confundindo quem atende a urgência, que pode pensar tratar-se de um simples ferimento, bastando suturá-lo, quando o mais correto seria operar a fratura, abrindo, limpando toda a sujeira encontrada, desde a abertura da pele até o osso, e fixando, se possível, o osso.
A fratura exposta é classificada em vários graus, desde um pequeno ferimento na pele de menos de 1 cm, até o caso mais grave, com ruptura de vasos e nervos do membro afetado.
O que mais importa para o traumatologista (e para qualquer pessoa que atender uma fratura exposta) é o grau de lesão dos tecidos moles (vasos, nervos, músculos, pele) pois nada adianta termos na frente uma fratura simples, fácil de fixar na teoria, se a pele estiver macerada, ou se houver perda de cobertura muscular, ou ainda se um ou mais nervos responsáveis pelo comando motor e/ou sensibilidade do membro estiver roto, ou até mesmo se uma lesão da artéria principal (que nutre o membro) tiver ocorrido. Estes fatores é que na verdade vão predizer a gravidade e o potencial de recuperação do membro comprometido.
Quando presenciarmos um caso destes, após chamarmos uma equipe de socorro, caso vejamos uma ferida com grande sangramento, não devemos garrotear o membro e sim fazer compressão no ferimento para tentar estancar o sangramento. Depois a equipe especializada em resgate fará o resto.

A pubalgia é uma lesão frequente na prática de qualquer actividade desportiva.

 Esta lesão origina-se na zona abdominal e é caracterizada por dores intensas após a actividade física.
O osso da púbis é um dos ossos da bacia pélvica que oferece sustentação aos órgãos abdominais. A dor originada na púbis tem diversas causas, como por exemplo, o treino intenso o que provoca inflamação e dor.
A Prevenção envolve programação dos treinos por especialistas dando atenção especial ao equilíbrio articular e muscular da pelve.
O Tratamento baseia-se no repouso, anti-inflamatórios e fisioterapia.

Distensões 

As distensões ocorrem, normalmente, em situações de grande esforço muscular explosivo, em curtos períodos de tempo.
Quando a força sobre o músculo excede a sua resistência natural pode haver ruptura, como em casos de sobrecarga durante a tracção muscular excêntrica.
As distensões costumam ocorrer nos músculos que movimentam duas articulações, como os músculos posteriores da coxa, que flexionam o joelho e estendem a articulação dos quadris.
Podem ser classificadas de acordo com o grau da ruptura: o primeiro e segundo graus envolvem ruptura parcial, e o terceiro refere-se a rupturas completas ou separação.
-Sintomas
1.Dor aguda no momento da lesão e durante a contracção do músculo.
2.Em rupturas parciais, a dor resultante pode inibir a contracção muscular. Em rupturas completas, os músculos são incapazes de se contrair por questões mecânicas.
3.Em rupturas parciais, algumas vezes é possível palpar o defeito muscular durante o exame. Em rupturas completas, o defeito pode ser palpado ao longo de todo o ventre muscular (semelhante a um pequeno tumor).
4.Sensibilidade e inchaço localizados são frequentes na região afectada.

-Cicatrização

Quando um músculo é excessivamente distendido, as fibras musculares e os vasos sanguíneos rompem-se. As extremidades rompidas retraem-se, e a área lesada é preenchida por sangue. No inicio, haverá inflamação e, em seguida, reabsorção do sangue. O reparo envolve a formação de novas fibras musculares (regeneração) e, simultaneamente, produção de tecido cicatricial (tecido de granulação).
Deste modo, é importante que, após a lesão, o paciente siga um programa de reabilitação a longo prazo.




Entorse do Tornozelo - Prevenção e Tratamento
As entorses do tornozelo constituem das lesões desportivas mais comuns no futebol, sendo entendidas como uma rotura dos ligamentos (o tecido elástico resistente que liga os ossos entre si). Costumam ocorrer quando o pé roda para fora, fazendo com que a planta do pé fique virada para o outro pé, sendo a mais comum a entorse externa, em grande parte devido à anatomia óssea. Como principais factores de risco temos os ligamentos frouxos no tornozelo, músculos fracos, as lesões dos nervos da perna, o terreno em mau estado e condições do calçado (por exemplo pitons das botas gastos), constituindo um aumento do risco de entorse.
A gravidade da entorse depende do grau de estiramento ou de rotura dos ligamentos. Numa entorse ligeira (grau 1), os ligamentos podem estirar-se, mas de facto não se dilaceram, não costuma doer ou inchar em demasia, contudo, uma torção ligeira aumenta o risco de uma lesão recorrente. Numa entorse moderada (grau 2), os ligamentos rompem-se parcialmente. A inflamação e os hematomas são frequentes. Em geral, é dolorosa e torna-se difícil andar. Na entorse grave (grau 3), os ligamentos dilaceram-se completamente, causando inchaço e por vezes hemorragia sob a pele e fractura óssea.
O tratamento depende da gravidade da entorse. Em geral, as torções ligeiras tratam-se envolvendo o tornozelo e o pé com uma ligadura elástica, aplicação de gelo na zona, elevando o tornozelo(método RICE), à medida que os ligamentos se curam, aumenta-se de forma gradual o número de exercícios de elasticidade e reforço muscular. Nas entorses moderadas usa-se habitualmente um apoio/tala de gesso que imobiliza a parte inferior da perna. Nas lesões graves, pode ser necessária uma intervenção cirúrgica, mas existe controvérsia sobre este tipo de cirurgia, pois a reconstrução cirúrgica não é mais eficaz que o tratamento sem cirurgia. Numa fase posterior é necessário elaborar um plano de tratamentos por forma restabelecer o movimento, fortalecer os músculos e melhorar o equilíbrio e resposta neuro-muscular, antes de voltar à actividade desportiva.
Os atletas cujos tornozelos se torcem com facilidade, o melhor tratamento é a prevenção, pois podem evitar as lesões a fazendo sempre um bom aquecimento e acima de tudo utilizando ligaduras funcionais/pés elásticos, sendo ainda fundamental a minimização dos factores de risco.

MEDICINA DESPORTIVA

22/12/2010
PRIMEIROS SOCORROS




Posição Lateral de Segurança

Excepto nos casos de suspeita de fractura da coluna vertebral ou do pescoço, vire o corpo da vítima inconsciente, mas ainda a respirar, para a posição lateral de segurança, o que impedirá que sangue, saliva ou a língua obstruam as vias respiratórias.
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Como colocar uma vítima na posição lateral de segurança

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1.Ajolhe-se ao lado da vítima, volte-lhe a cabeça para si e incline-a para trás para lhe abrir as vias respiratórias.
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2.Estenda ao longo do corpo da vítima o braço que ficar mais perto de si. cruze o outro braço sobre o peito. Cruze a perna mais afastada sobre a que está mais próxima.

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3.Ampare a cabeça da vítima com uma das mãos e com a outra agarre-a pela anca mais afastada.

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4.Vire a vítima de bruços, puxando-a rapidamente para si e amparando-a com os joelhos.

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5.Puxe a testa da vítima para trás, de modo a que a garganta fique direita. Assim, as vias respiratórias manter-se-ão desimpedidas, o que permite que a vítima respire livremente..

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6.Dobre o braço que fica mais próximo de si para lhe sustentar o tronco. Dobre a perna mais próxima para servir de apoio ao abdómen. Retire o outro braço de debaixo do corpo.

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7.Telefone para providenciar uma ambulância. (112)

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Se a vítima for pesada
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Agarre-a pela roupa à altura das ancas com ambas as mãos e vire-lhe o corpo contra os seus joelhos. Se possível peça ajuda a uma segunda pessoa para que ampare a cabeça da vítima enquanto faz rolar o corpo.
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Quando há fractura de um braço ou de uma perna
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Quando há fractura de um braço ou de uma perna ou por qualquer motivo esse membro não puder ser utilizado como apoio da vítima na posição lateral de segurança, coloque um cobertor enrolado debaixo do lado ileso da vítima, o que elevará o corpo desse lado e deixará as vias respiratórias desimpedidas.